Eba, olha quem está de volta??? Ahhhh você não sabe ainda??? RITA RISADA!!!
Era segunda feira a tarde
quando chegamos ao hospital HGU cheios de ansiedade vontade e um tantão de
medo. Depois de tanto tempo findado o curso, finalmente a intervenção no setor
chegou. Eu sentia um frio na barriga imenso, não queria transparecer porque meu
parceiro também estava apreensivo, então resolvi gerar a maior confiança que eu
podia e deixar rolar.
Nossa preparação foi um pouco
mais demorada por estarmos fazendo tudo pela primeira vez, maquiamos, colocamos
nossas roupas e eu reli “A poética do palhaço”.
Deixamos
nossos narizes abaixados até o momento exato de iniciar no setor.
Geramos
energia subimos o nariz e batemos à porta do primeiro quarto. Foi então que
Juju Gordelícia entrou em ação e de repente tínhamos um clown GRÁVIDO, o setor
de nossa atuação era o de Ginecologia e Obstetrícia, portanto ele fez o maior
sucesso. Eu tive muita dificuldade pelo fato de ter feito a escolha de não
falar naquela atuação, testar como seria pra Rita Risada a mudez, o que ela
iria sentir, porque talvez pra ela fosse melhor mais expressivo não haver a
fala, mas o que sentimos juntas, eu e ela ali naquele momento de atuação, foi
FALTA. Realmente valeu de experiência porque passei a conhecer um pouco mais
das necessidades do meu clown, um pouco mais dele em mim, através da ausência
de palavras ditas ao mundo ela dizia a mim que queria falar.
O olhar foi algo bem
interessante porque pude perceber como é mais difícil manter a energia e
transmiti-la quando estamos no ambiente hospitalar e os pacientes não estão
envoltos na mesma sintonia conosco. Agora refletindo sobre a intervenção
percebo como é importante esse diário de bordo, porque estou compreendendo
agora algumas coisas que não tinha parado pra pensar, como por exemplo, a
tendência é acreditar que estamos ali pra “alegrar”, mas muitas vezes vamos ser
um acompanhante silencioso atento trazendo PRESENÇA a um momento. Sei que foi
exatamente isso que aprendemos e que fomos preparados pra isso no curso, mas na
atuação no picadeiro isso é tão sutil que eu não soube perceber.
Enfim a experiência foi muito
proveitosa, pra mim com o meu clown e nós com o público, pude perceber mais da
intimidade e das necessidades da Rita Risada.
Com relação às pacientes encontramos
algumas receptivas, algumas menos interativas, cada uma a sua maneira. Percebi
que conseguiram aproveitar nossa presença pra sair um pouco da rotina e permitir-se
um sorriso um suspiro descontraído aliviado.
Saímos num clima delicioso de vontade. Onde havia medo agora há imensa vontade e a certeza de que o mundo clownesco é uma caixa de surpresas e de dentro dessa caixinha pouco o que irá surgir porque tudo o que dela sair será maravilhosamente mágico e perfeito. Será Clown.
Agradeço ao meu melhor companheiro do mundo, do universo, Jurandir Gordelícia, e aos meus MELHORES COMPANHEIROS da galáxia, Doutores Mequetrefes.
Saímos num clima delicioso de vontade. Onde havia medo agora há imensa vontade e a certeza de que o mundo clownesco é uma caixa de surpresas e de dentro dessa caixinha pouco o que irá surgir porque tudo o que dela sair será maravilhosamente mágico e perfeito. Será Clown.
Agradeço ao meu melhor companheiro do mundo, do universo, Jurandir Gordelícia, e aos meus MELHORES COMPANHEIROS da galáxia, Doutores Mequetrefes.

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